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Review // inFamous: Second Son, onde há fumo há fogo

Review // inFamous: Second Son, onde há fumo há fogo

Be First!

Desde o primeiro jogo que a produtora Sucker Punch colocou os jogadores na pele de um humano normal e pacato dos tempos modernos que de alguma forma adquire super poderes e depois temos de tomar a decisão de o que fazer com eles, salvar pessoas ou matá-las? Libertar o povo da opressão ou subjugá-lo? Este é o conceito base desde o primeiro inFamous para a PlayStation 3. O infamous: Second Son é o titulo que muitos esperavam para mostrar o que a nova geração conseguirá fazer, neste titulo a Sucker Punch para além de criar um jogo muito atractivo visualmente as suas mecânicas estão mais diversificadas com novos poderes tornando o jogo mais divertido que os anteriores

No inFamous: Second Son somos Delsin, um jovem rebelde sem causa que tem problemas com as autoridades e exprime a sua identidade através de stencils nas paredes da cidade. A história começa depois de Delsin e o Irmão testemunharem o acidente de uma carrinha de transporte de prisioneiros e quando Delsin vai ajudar um dos tripulantes ele absorve a habilidade de manipular o Fumo, tornando-se assim num Conduit, o nome dado a pessoas com poderes.

Esta história passa-se depois dos eventos do final “Bom” do inFamous 2 onde as aventuras de Cole MacGrath culminaram numa explosão em New Marais que matou a maioria dos conduits, desde esse evento que a imagem dos conduits tem vindo a piorar e o governo dos Estados Unidos classificou os conduits como bioterroristas e criou a DUP um departamento de protecção que tem como objectivo capturar e aprisionar todos aqueles que demonstrem qualquer tipo de super poder. Depois do acidente da carrinha que deu os poderes a Delsin, quatro fugitivos escaparam para Seattle e como consequência a DUP fechou a cidade para os encontrar.

Visualmente este é o titulo que muitos estariam à espera para testar os poderes da PlayStation 4, e a Sucker Punch não desilude criando uma Seattle viva e densa, com arquitecturas diferentes nas duas ilhas, os poderes criam efeitos muito bonitos quer pelas partículas geradas pelo fumo e explosões ou pelo contraste do rosa florescente de quando activamos o poder Néon e corremos prédio acima sem qualquer dificuldade. O jogo mostra a cidade em várias alturas do dia e condições climatéricas diferente o que altera por completo o ambiente da cidade, quando chove podemos ver as poças de água no chão a reflectir a cidade e durante a noite podemos ver o placares de néon onde vamos roubar o nosso poder a iluminar os edifícios com cores garridas.

Para a criação das cutscenes a Sucker Punch utilizou uma nova tecnologia de captação facial que torna as conversas entre Delsin e os outros personagens extremamente credíveis, especialmente as conversas com o irmão onde se vê claramente que há química entre os dois irmãos, esta tecnologia é especialmente fenomenal na cara das senhoras mais velhas onde a pele enrugada está muito bem conseguida. Esta tecnologia permitiu a Sucker Punch criar diálogos mais dinâmicos pois os actores podem com uma expressão dizer o que sentem ao invés de ter de expressar verbalmente esse sentimento.

A nível sonoro o jogo também está muito bom, com Delsin a ser interpretado por Troy Baker outras prestação de mérito é a de irmão de Delsin interpretado pelo melhor amigo de Baker, talvez seja dai que toda a química que se vê no jogo venha. Os efeitos dos poderes estão bem desenvolvidos pois quem sabe qual é o barulho do néon? E muito variado o que é importante pois seria muito incomodo estar a disparar as minhas bolas de fumo e o som sair sempre igual, o que não é o caso. A cidade também tem os seus barulhos próprios com o barulho dos carros, pássaros, pessoas e músicos de rua a fazer competentemente o seu trabalho de tornar esta Seattle o mais credível possível.

Tal como nos jogos anteriores temos de libertar a cidade, neste título da DUP que esta a oprimir todos os residentes de Seattle, para isso temos de completar missões secundárias como destruir o equipamento de vigilância da DUP, destruir checkpoints ou encontrar agentes da DUP à paisana e tirá-lo da rua permanentemente. Ao libertar os vários distritos da DUP sentimos que as nossas acções tiveram algum impacto neste mundo.

Ao decorrer do Second Son, o Delsin vai adquirir poderes dos fugitivos, ficando assim equipado com outros poderes para alem do fumo que nos acompanha desde o inicio. Estes poderes são limitados e precisam de ser recarregados com o devido elemento para continuar a utilizar, mas o Delsin só pode ter um activado de cada vez e cada vez que queremos trocar de poder temos de ir ao encontro de uma fonte e absorver o poder. Esta mecânica é divertida porque pode tornar as lutas mais interessantes e diversas, pois podemos começar uma batalha com um poder e depois para continuar a combater os agentes da DUP temos de mudar para o que estiver mais perto para recarregar as habilidades. Ao total existem 4 poderes diferentes no jogo, cada um com as suas vantagens e desvantagens tanto em combate como em mobilização pela cidade. Cada poder tem um ataque derradeiro e todos eles são um verdadeiro festim para a visão cheio de explosões e partículas pelo ar e cores forte, do Néon faz-me lembrar um ataque final de um Final Fantasy. Mas nem todos são igualmente divertidos e o ultimo poder deixa um pouco a desejar. Ao longo dos inFamous o combate corpo a corpo tem ganho maior relevo e o mesmo aconteceu neste titulo, com um maior numero de opções de combate corpo a corpo e maior numero de takedowns.

No Second Son o Delsin tem uma skill tree que vai crescendo ao apanhar os Power Shards que estão espalhados pela cidade, os poderes que os jogadores podem adquirir vão desde maior poder de fogo, a mais facilidade em movimentar pela cidade, dando assim ao jogador a hipótese de adaptar o Delsin ao seu estilo de jogo.

Neste titulo o Karma tem um papel muito relevante tanto na historia como na jogabilidade, quando o Delsin absorve o poder de Neon ele ganha a habilidade de derrotar os inimigos rapidamente se lhes acertar com um disparo nos seu pontos fracos que no caso de quereres bom Karma tens de acertar nas pernas para ele apenas ficar imobilizado, se estivermos a jogas para o mau Karma temos de dar o muito satisfatório headshot para aniquilar imediatamente o inimigo. Consoante o Karma que estivermos a seguir vai desbloquear diferentes habilidades da skill tree. Qualquer um dos Karmas é uma boa solução para jogar pela primeira vez, embora seja um pouco triste ver o Delsin tornar-se num assassino malévolo e antipático nas cutscenes com mau Karma.

As mecânicas de deslocação pela cidade também estão muito melhores que nos jogos anteriores, pois logo desde o inicio o Delsin tem varias ferramentas para se mover pela cidade incluindo a capacidade de entrar pela ventilação e ir directamente para o telhado, e com a combinação de saltar, planar e de fazer dash tanto no chão como no ar viajar entre pontos pela cidade é muito satisfatório. Ao ter todas estas mecânicas o ênfase em fazer parkour dos títulos da PlayStation 3 diminuiu significativamente, agora esse tipo de missões são quase inexistentes mas a missão de trepar a Space Needle de Seattle é muito gratificante, pena algo do género não voltar a acontecer.

A implementação do novo touchpad tem os seus pontos altos e pontos baixo, enquanto por vezes tem a sua piada “imitar” os movimentos do Delsin no touchpad para abrir portas ou destruir turrets, depressa se torna repetitivo e as vezes parece um pouco forçado de forma a dar utilidade à funcionalidade nova.

O jogo vai ficando gradualmente mais difícil a um ritmo adequado não deixando os jogadores sentirem-se demasiados fortes nem serem escorraçados pelos agentes da DUP, encontros com o inimigo são frequentes mas podemos facilmente fugir deles ou entrar em conflito. Os bosses são poucos e pouco interessantes mas são um desafio que quebra o ritmo de andar apenas a matar marés de agentes.

Apontamentos a retirar

O Second Son é um jogo bem superior aos anteriores e feito com atenção ao detalhe, visualmente é algo que estávamos a espera nesta nova geração e dei por mim várias vezes parado a admirar o que estava a minha volta, as caras dos personagens estão expressivas e mostram muita emoção, as interpretações de quem dá a voz e cara aos personagens é também muito boa. A história do Delsin não tem tantos momentos que definem o personagem como a história do Cole mas mesmo assim podem contar com um ou dois twists antes dos créditos finais. Os controlos respondem rápida e eficazmente e há uma grande variedade de poderes para experimentar e evoluir apesar de nem todos serem divertidos. Este é um grande salto em termos gráficos e jogabilidade e aumenta o standart do que os jogadores podem esperar da do franchise inFamous e é obrigatório para qualquer pessoa que tenha uma PS4 que queira passar por uma boa aventura.

Nota Final: 8/10

Autor: Simao Cristo

Sou o fundador deste estabelecimento, Olá. Comecei esta vida de gamer desde gaiato e fui aos poucos adquirindo outros gostos como cinema, comics, animes, mangás, séries de TV.

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