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Review // The Order: 1886

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O The Order: 1886 é o primeiro IP da Ready At Dawn e criaram um jogo onde o mundo é interessante, reconhecível mas ao mesmo tempo algo completamente novo e há muito para descobrir neste mundo ao longo da nossa aventura. Este Third Person Shooter é um mestre da cinematografia, até tem as barras negras para o provar, e é sem sombra de duvida o mais belo jogo para as consolas até ao momento e vem acompanhado de uma banda sonora e bigodes de invejar, mas podem tirar o cavalinho da chuva porque nem só de isso vive um jogo e a gameplay apesar de sólida é básica e muitas vezes inexistente.

Em The Order: 1886 jogamos como Sir Galahad, um dos cavaleiros da Távola Redonda que sobreviveram séculos devido a um liquido misterioso chamado Blackwater que lhes estende a vida e cura qualquer ferida ou maleita do corpo, a única coisa que não faz é tornar a pessoa Imortal e quando raramente um cavaleiro morre um novo é escolhido para ficar com o seu nome. Do lado dos mauzões temos o inimigo que os cavaleiros lutam desde os primórdios da sua existência, uma espécie de lobisomens chamados Lycans. Com os avanços tecnológicos os cavaleiros começaram a dar mais luta e a ganhar terreno nesta guerra.

The Order: 1886_20150220162046A história é uma introdução para este novo mundo realista mas diferente do nosso, onde zeppelins e armas fora deste tempo enfeitam o ecrã e nele temos os nossos personagens que são bastante distintos em personalidade e com centenas de anos de história entre a maior parte deles. O protagonista é um cavaleiro honesto e que acredita na causa por que luta, mas que já viveu demasiados anos e isso torna-o muito sério na sua relação com o mundo e os outros personagens, apenas Laffayete proporciona os únicos momentos mais leves devido a ser o mais novo do grupo e não ser tao amargo com o mundo, mas esses momentos vão desaparecendo ao longo do jogo. Para piorar tudo há um grupo revolucionário que não se sabe o motivo dos seus ataques, mas que está a interferir com os cavaleiros.

queria poder usar uma arma que cria nuvens de labaredas sempre que me apetecesse.

Como anteriormente mencionado este jogo é visualmente a coisinha mais deslumbrante neste momento nas consolas, elevando assim o nível de qualidade visual, para alem das texturas, sistema de iluminação, cenários altamente detalhados ou as animações dos personagens serem do melhor que já vi , a direcção artista está também de parabéns pois criou um mundo distinto e em que cada cenário é memorável onde paramos uns segundos para o saborear e faz-nos lembrar que é uma realidade distinta mas nunca destoando no realismo. Para aumentar a parecença com um filme a Ready at Dawn optou por colocar barras negras em todo o jogo o que aumenta o efeito de filme mas limita um pouco a visibilidade. As conversas entre os personagens (e há muitas) estão também muito bem animadas e escritas,  os actores que deram as vozes são convincentes a expressar as suas emoções e fazer-nos acreditar neste mundo.

The Order: 1886_20150223000305A jogabilidade do The Order é bastante básica, a história leva o nosso protagonista por caminhos lineares, onde ocasionalmente podemos explorar um pouco ou encontra-mos vários inimigos que temos de eliminar enquanto nos escondemos atrás de um muro, tudo isto com muitos filmes pelo meio a desenvolver a história. Para alem dos tiros temos os Quick Time Events para resolver as lutas corpo a corpo que são bem violentas, um minijogo de abrir portas e voltimeia temos de empurrar algo para conseguir continuar o nosso camiho. Resumindo não inova em nada, mas as mecânicas usadas estão solidamente implantadas.

um final que só falta dizer “não percam o próximo episódio, porque nós TAMBÉM NÃO!!”

O combate é a principal acção nas ocasiões em que controlamos o Sir Galahad, embora existam duas missões de ninja em que não podemos ser detectados e temos de andar escondidos a eliminar os mauzões sem soar nenhum tipo de alarido pois é morte instantânea. As armas dos cavaleiros são bastante variadas, embora a maior parte seja uma arma comum da altura existem algumas armas mais exóticas que incluem nuvens de fogo ou raios de electricidade, o ponto mais negativo para mim é a ausência de podermos escolher a arma que queremos utilizar, somos obrigados a utilizar a arma que nos dão e depois apanhar as armas dos inimigos, percebo que do ponto de vista da narrativa seja o que faça mais sentido, não seria inteligente poder utilizar uma arma de cria nuvens de labaredas num balão feito de pano no céu porque o queimaria e cairia, mas do ponto de vista de um videojogo queria poder usar uma arma que cria nuvens de labaredas sempre que me apetecesse. Os inimigos são relativamente inteligentes e escondem-se atras de protecções e tentam flanquear, há que ter cuidado com os que usam caçadeiras pois se chegarem perto de ti são letais.

The Order: 1886_20150220161550Este é claramente o primeiro capitulo de uma grande história e isso é evidente pois ficam histórias por contar, relações por desenvolver e questões por responder e um final que só falta dizer “não percam o próximo episódio, porque nós TAMBÉM NÃO!!”. Ao contrário da maior parte dos videojogos que estão a tornar-se em open worlds (estou a olhar para ti Metal Gear Solid, The Witcher, entre outros) a Ready at Dawn optou por apostar numa aventura linear, mais curta ( a mim demorou cerca de 10 horas) e cinematográfica e eu espero que tenham sucesso porque quero saber o que irá acontecer no próximo capitulo desta história.

Apontamentos a retirar

The Order: 1886 é sem qualquer sombra de duvida o jogo com melhores gráficos nas consolas e a isso juntasse uma muito boa direcção artística dando apenas pequenos detalhes “Steampunk” para criar uma versão interessante de uma bela Londres Victoriana, juntando a qualidade de musica e interpretação das personagens (em inglês) facilmente torna este jogo um filme que podemos interagir. A história é bastante interessante e cria um vasto mundo para explorar em futuros títulos (que o final claramente diz que vai haver), embora este conto de 1886 seja muito linear e os plot twists toparem-se a milhas de distancia. A Ready at Dawn jogou pelo seguro e a jogabilidade é algo básica mas bastante sólida. O Sir Galahad por vezes parece muito pesado e o level design peca por nos colocar quase sempre em encruzilhadas em que mal saímos da protecção em que estamos. A meu ver o maior pecado deste jogo é não nos permitir escolher a arma que queremos utilizar pois somos sempre obrigados a utilizar a arma que nos dão até encontrar-mos alguma no chão e as armas “todas malucas” raramente aparecem. Quanto ao tão falada duração demorei cerca de 10 horas a completar a campanha.

Acho que é um bom jogo e o principio de um interessante novo franchise, apesar de não achar que desperdicei o meu dinheiro, acho que quando o encontrarem mais barato é uma boa compra.

Nota Final: 7/10

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Fun Facts:

  • Há pelos menos 3 Orgãos genitais masculinos e uma maminha no jogo.
  • Os protagonistas têm um sério caso de respiração pesada durante os momentos de silencio.
  • Aposto que nos primeiros 10 minutos descobrem um grande plot twist.
  • Não há dois bigodes iguais.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=RgJvIak6BpE]

Autor: Simao Cristo

Sou o fundador deste estabelecimento e de má ortografia. Estudo Gestão Hoteleira e comecei esta vida de gamer desde gaiato. Fui aos poucos adquirindo outros vícios como filmes, comics, animes, mangás, séries de TV

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