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Review // Bloodborne

Be First!

Sangue, sangue em todo o lado, sangue no nome de quase todos os objectos, sangue nas paredes, sangue no chão, sangue no ar, sangue na roupa, sangue nos monstros, nunca vi um jogo fazer tão jus ao nome como o Bloodborne.

Nunca joguei um Souls, por isso esta review não terá comparações com os seus antecessores, não tinha qualquer experiência em levar chicotadas nas costas e gostar, por isso se és como eu espero que te possa ajudar a tomar uma decisão. Para começar vou dizer que este jogo não é para todos os gostos, é mais difícil que apanhar um gambuzino numa noite de lua nova com os olhos vendados o que fará muita gente que não gosta de sofrimento afastar-se, na minha opinião fazem mal porque se tiverem coragem e investirem tempo este é um dos melhores jogos que joguei nos últimos tempos embora perceba se não gostares.

Não há uma forma certa de jogar Bloodborne a única regra é sobreviver e não é fácil seguir essa regra, tudo depende do jogador eu por exemplo joguei o jogo todo sozinho (embora tenha experimentado o Coop e PVP), usei a minha fiel Saw Blade (a minha primeira arma) desde o principio ao fim porque foi a que melhor me adaptei das armas que adquiri ao longo do jogo.

tens de estar sempre em movimento à procura de abertas na sua defesa ou desviar dos seus ataques memorizando padrões e fraquezas

bloodborne+ Toda a direcção artística está de parabéns tanto pelo level design onde tudo está ligado de uma forma brilhante e podemos não encontrar todos os caminhos secretos ou atalhos se não estivermos atentos, a cidade de Yarman é também uma personagem em constante evolução pois a cidade que começas o jogo não é a mesma que terminas, as outras localizações também são de louvar e apesar de tudo ter um tom negro e malévolo cada zona tem o seu próprio aspecto distinto, há cidades, pântanos, castelos, aldeias de bruxas entre catedrais e outros sítios horrivelmente lindos.

O design dos inimigos saíram directamente de pesadelos e só vão piorando com o prolongar da aventura que nos leva a temer pela segurança do nosso comando quando nos começam a matar.

+ Impactos estrondosos com som de osso a partir e carne a rasgar, musicas épicas ou horripilantes durante os bosses, grunhidos, arrastar de ferro, bebes a chorar mulheres a gritar monstros a uivar!!! Tudo isto cria um ambiente sinistro que nos faz estar atento a todas as curvas para ataques surpresa para não sermos apanhados desprevenidos e morrer outra vez. Cada boss tem a sua própria musica que cria o tom desejado, a tensão dos combates aumenta sempre nos bosses porque a banda sonora do Bloodborne é muito bem utilizada.

+ O combate é simples e eficaz tens uma arma de fogo que por incrível que pareça é mais uma arma defensiva que ofensiva pois a principal função dela e interromper o monstro durante o ataque para criar uma abertura para fazeres um ataque visceral e uma lamina/martelo/chicote para chacinar os monstros, o combate não te permite defender, tens de estar sempre em movimento à procura de abertas na sua defesa ou desviar dos seus ataques memorizando padrões e fraquezas tudo isto enquanto estas de olho na tua barra de energia porque cada vez que te desvias ou atacas ela desce e quando fica vazia a única coisa que podes fazer é andar, tornando-te num alvo fácil a abater. Se o inimigo te conseguir acertar há uns breves momentos onde tens a possibilidade de receber alguma da tua vida de volta se atacares o inimigo, isto cria assim um combate muito mais ofensivo e rápido onde nunca podes estar parado.

+ Não podemos falar em combate sem falar nas batalhas épicas com os bosses, gigantes monstros com o que parece vida infinita e a habilidade de te matar rapidamente se te distraíres um segundo que seja. O seu design é lindo e há monstros de todas as variedades, pequenos grandes, rápidos, venenosos, elegantes e todos eles possuem truques na manga, quando começas o combate eles têm um padrão de luta mas depois de perderem vida começam a alterar e a usar ataques novos mais letais e tens de te adaptar ou morrer e tentar outra vez. Cada boss tem a sua musica o que torna o combate único. Existem vários bosses secundários que só os enfrentarás se os encontrares e estes não existem apenas pelo facto de haver mais bosses, todos eles depois de eliminados dão items importantes desde armas a cálices para as dungeons portanto não aconselho a deixa-los para trás.

+/- Este jogo não é definitivamente para todos porque não dá a mão a ninguém e como tal tem de se investir muito tempo para se ficar bom e nem toda a gente tem esse luxo e aqui tens obrigatoriamente de ficar bom, não vais passar nada a fugir ou ter sorte. Nunca tendo jogado nenhum Souls vim para este jogo achando que era o maior do meu bairro e levava ensaboadelas de meia noite a cada esquina e cada vez que morres todos os inimigos voltam à vida e tens de os voltar a matar, se sobreviveres aos monstros e juntares Blood Echos suficientes (digamos o dinheiro do Bloodborne) podes ir comprar items para te ajudar ou melhorar o teu protagonista, mas cada vez vais precisar de mais Blood Echos para subir um nível. Depois voltas e tentas outra vez chegando um pouco mais longe até à próxima inevitável morte, quando morres perdes todos os Blood Echos mas nem tudo está perdido, tens uma hipótese de te redimires e os recuperares matando o monstro que te matou ou encontrando o teu sangue no chão no local onde faleceste.

+ Por mais asquerosos e horríveis que sejam os bosses saídos directamente de pesadelos que te matam em dois tempos, para mim o maior medo vinha depois de muito esforço, suor e batimentos cardíacos o aniquilar dos bosses e ir para uma nova zona, nada como um sitio horrível e hostil cheio de monstros novos que te vão matar, armadilhas novas que te vão matar, caminhos novos que te vão matar, problemas que te vão matar enquanto tentas guardar os teus Blood Echos à procura de um atalho ou lâmpada.

+/- Dungeons eleatórias aumentam a longevidade , mas apesar da randomness torna-se repetitivo, há bosses novos com novos e items exclusivos. Como as Dungeons não aumentam de nível consoante o teu, as vezes as dungeons e respectivos bosses tornam-se fáceis porque estas demasiado forte perdendo assim um pouco do interesse.

bloodborne

+ Na realização desta review o Bloodborne recebeu uma actualização que tornou os Loadings depois de morrer mais rápidos e interessantes, o que é muito positivo porque passarás muito tempo no loading porque vais morrer, muito.

-Não te informa nem dá a opção de voltar atrás depois de matares o ultimo boss, vais automaticamente para o New Game +. A mim isso deixou-me furibundo porque ainda havia coisas que queria fazer e agora vou ter de passar o jogo todo outra vez com inimigos extra fortes, porque eu já morria pouco.

+40 horas para concluir e sei que me faltava pelo menos mais 10 a 15 horas para fazer o que me sobrou.

Apontamentos a retirar

É efectivamente um jogo muito bom que recompensa quem tem coragem e habilidade, mas não é para todos pela sua dificuldade, a história que não é explicada a quem não investigar e a falta de explicações afastará os mais fracos ou pessoas que não tenham tempo para investir pois cada vez que começas todos os monstros estão vivos e vão-te matar até encontrares uma lanterna ou atalho o que pode demorar, melhor que a exploração de Yarnham só mesmo os encontros com os bosses. Cada boss é um momento épico, com uma musica a condizer onde tens de te concentrar apenas nele, nada mais existe neste mundo senão aquele monstro horrendo que inevitavelmente te vai matar várias vezes até descobrires como sobreviver tempo suficiente para ires tirando a sua vida pouco a pouco enquanto a tua pressão arterial começa a aumentar as tuas “poções de vida” começam a acabar e tudo culmina numa explosão de êxtase onde te levantas e gritas “Chupa $”&# que o teu pai sou eu!” depois voltas-te a sentar e sentes de novo o medo de uma área desconhecida nova onde tudo te quer e vai matar. Decifrar as regras e a história faz parte do seu charme e do que afugenta pessoas.

Nota Final: 9/10

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Autor: Simao Cristo

Sou o fundador deste estabelecimento e de má ortografia. Estudo Gestão Hoteleira e comecei esta vida de gamer desde gaiato. Fui aos poucos adquirindo outros vícios como filmes, comics, animes, mangás, séries de TV

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