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Wonder Woman – Um misto de emoções | Review

Wonder Woman – Um misto de emoções | Review

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O Dia Mundial da Criança  (01.06.2017)  foi marcado este ano pela estreia de Wonder Woman, de Patty Jenkins e claro que o LoginGamer não podia estar ausente.

Confesso que sou obcecada por esta heroína e por aquilo que ela representa. Estava extremamente ansiosa que este filme estreasse, e tinha de alguma forma as expectativas altas. Parece que estou a fazer uma introdução para vos dizer que o filme ficou aquém das expectativas, mas não, ou pelo menos não-de-todo.


Diana Prince (Gal Gadot) nasceu na Ilha de Themyscira, onde estão as Guerreiras Amazonas, criadas pelos deuses do Monte Olimpo com o intuito de protegerem a Humanidade contra a corrupção de Ares, Deus da Guerra. Em Themyscira, toda e qualquer Amazona é treinada para estar apta a combater em guerra. Durante a juventude de Diana, esta acredita que a espada cerimonial é a lendária “GodKiller” que apenas pode ser desembainhada pela guerreira mais forte. Assim, contra os desejos de sua mãe, a Rainha Hippolyta (Connie Nielsen), Diana inicia o seu treino com a tia, a General Antiope (Robin Wright).

 

A história começa a desenrolar-se quando Diana salva o Capitão Steve Trevor (Chris Pine), que fugia dos soldados Alemães. Não só a heroína tem pela primeira vez contacto com um espécime do sexo masculino, bem como descobre as calamidades e horrores que se passam no mundo fora do manto de Themyscira. Diana assume a responsabilidade de lutar ao lado dos humanos, por acreditar que o místico Ares permanece vivo, escondido nas sombras da guerra e tomando a forma de “carne e osso” de Erich Ludendorff (Danny Huston).


SPOILERS A CAMINHO

Ora, a trama apresenta-se a um ritmo já esperado. Tendo em conta que se trata de um filme “de origem” é esperado toda uma viagem ao passado de Diana Prince, ou seja, compreender de onde ela vem, de onde vem o povo dela, dos seus poderes (e do seu desenvolvimento), de onde vem o vilão, etc. No entanto, o plot do filme não é nada de especial e atenção! Não porque não tivesse potencial para sê-lo, porque ninguém está a espera que o Sir Patrick (David Thewlis) seja Ares; a forma que este se assume como todo-poderoso, não é das melhores, não sei dizer se por desempenho do actor ou por directrizes superiores; a armadura que convoca no final da batalha, é uma vergonha para quem se diz deus; eu sei que queremos que os bons ganhem, mas sinceramente começo a ficar cansada de um-vilão-que-é-mesmo-impossível-de-derrotar-só-que-não… Não estou a dizer que os vilões não caiam, peço contudo que alterem a fórmula de vencer dos bons, surpreendam quem anda nestas andanças há muito tempo.

FIM DE SPOILERS

Outro aspecto que me aborrece é a constante reciclagem de actores. Aos senhores que realizam este tipo de filmes pergunto se pensarão que a malta geek vê um filme esporádico por ano… Não. A nossa intenção é ver todos, se não vocês também não inventavam tantos até ao pináculo (Justice League). Apesar de adorar Chris Pine e concordar que Danny Huston é um excelente vilão, não haveria mais ninguém capacitado para estes papéis que de alguma forma não sobrepusesse o Star Trek e o Wolverine: Origins? Há um constante reset nas nossas memórias para associarmos actores a personagens fictícias, pessoalmente não concordo, mas até posso não pertencer à maioria nesta opinião.

Mas nem tudo são más notícias. Apesar dos apetos menos bons, o filme apresenta uma média positiva. O desempenho de Gal Gadot é exímio! Esta senhora fez bem o TPC. Os valores, a personalidade, a ingenuidade, a força, a justiça, a luta pelo o amor.. Só tenho uma palavra a dizer: perfeito! Por vezes, penso que os senhores da DC Comics não são tão certeiros no cast como os da Marvel, mas Gadot foi na mouche!!! Além disso, as coreografias das lutas estão implacáveis, a gravação e momentos de slow ou fast motion soberbos, a caracterização das Amazonas invejável. O logo da DC Comics, que normalmente introduz os filmes da empresa, também sofreu alterações: agora podemos ver as personagens principais da Liga da Justiça até convergirem para o logótipo.

Recomendo Wonder Woman até a um nível de programa familiar. Se és fã como o LoginGamer, então é um must see, sendo que é mais um capítulo que nos aproxima para o ajuntamento em Justice League. Apesar do filme atrair sobretudo o público feminino (uma espécie de convencer as namoradas menos geek que super-heróis são giros), o público masculino não ficará enteado se assistir a Wonder Woman. 7,5/10

Autor: Salomé

Sou a ajudante-escritora deste estabelecimento. Desde pequena que desejava ser picada por uma aranha radioactiva ou receber uma carta para ingressar em Hogwarts. Nenhum dos dois aconteceu… por isso, faço críticas de filmes e séries pertencentes à comunidade geek, que é o imediatamente parecido a ter super-poderes.
#somosporto

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