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ASSASSIN’S CREED: ORIGINS | REVIEW

ASSASSIN’S CREED: ORIGINS | REVIEW

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by Fevereiro 12, 2018 Criticas, Gaming, Hot, PC, Playstation, Reviews, Xbox

Assassin’s Creed: Origins é o mais recente capitulo da saga no entanto é o primeiro capitulo da história da irmandade dos Assassinos, mas será que o ano extra para o produzir valeu a pena?

Assassin’s Creed: Origins segue Bayek um novo assassino no Egipto e a sua história clássica de vingança que no final  levam à criação da irmandade dos Assassinos. Na sua aventura encontramos personagens e locais históricos como o César, Cleópatra e Alexandria que nos ajudam na nossa missão. A campanha é bastante linear mas tem algumas pequenas reviravoltas pelo caminho e o seu enredo faz-te querer continuar a jogar para descobrir os seus segredos. Algo que sempre me fascinou neste franchise é a sua lore e os mistérios dos antigos neste capitulo é desvendado mais um pouco sobre eles. O presente tenta mais uma vez lançar um novo arco com uma nova personagem, mas não vou entrar mais em detalhe pois é sempre melhor descobrir por nos próprios. Este capitulo explica varias das tradições que já conhecemos dos títulos anteriores como por exemplo porque é que antes tinham de cortar um dedo para utilizar hidden blade.

Algumas missões secundárias tem histórias interessantes com personagens que conhecemos durante a campanha principal, mas a maior parte não se destaca.

O Egipto de Assassin’s Creed: Origins é lindo e variado. Há desertos, cidades com diferentes e muito distintas culturas e arquitecturas e Oasis, tudo isto cria um mapa interessante para passear no nosso camelo. O mundo é gigante e cheio de coisas por fazer e ver. Felizmente o Origins conta com um modo de fotografia pois se há coisa que não resisto em jogos com mundos lindos é parar para apreciar e depois tirar aquela selfie da moda. Com um mundo destes as quebras de frames são inevitáveis, mas não aconteciam com muita frequência e nunca ao ponto de prejudicar a jogabilidade.

Em jogos do Assassins’ Creed antigos eu tinha de ir às opções retirar metade do lixo que a Ubisoft me colocava no ecrã, em Origins o ecrã está muito mais limpo logo à partida. Os menus são poucos e simples. Apesar de ser mais RPG que os titulos anteriores, não passamos a vida em menus. O mundo que criaram é super diverso e todas as regiões foram criadas com cuidado e tirando o deserto que é sempre cheio de areia todas as zonas são bastante diferentes umas das outras.

No inicio do jogo havia um problema com o som em que ou não dava qualquer tipo de musica ou do nada começava a dar musica no máximo, tão alto que se estivesse a acontecer uma conversa, nem ouvias o coitado do Bayek a falar. A banda sonora adapta-se ao mundo ajudando a criar ambiente, mas não há nenhum tema que se destaque. Esta ajuda a criar a tensão necessária nos momentos mais importantes, mas passas grande parte do jogo sem qualquer musica, apenas o som da natureza. Não me levem a mal, adoro o facto de muitas vezes estar apenas rodeado pelos sons do mundo, mas a verdade é que o jogo não se encontra perfeitamente calibrado. Há vezes que devia haver som e não há e há vezes que não devia haver e há.

Este Assassin’s Creed mudou um pouco a formula do jogo mas ainda deixou algumas semelhanças para os fãs da série. O sistema de luta foi completamente renovado, já não se ganha todas as lutas à espera que alguém te ataque para depois contra atacares. Agora o teu nível e armamento influencia o combate mais que nunca e tens de estar em constante movimento para te desviar dos ataques dos inimigos ou conseguires acertar com os teus. Podes usar toda uma miríade de armas desde espadas e escudo, lanças ou martelos cada arma tem as suas vantagens e desvantagens, mas acaba por ser ao gosto de quem joga, eu usei espada e escudo o jogo todo. Existem também vários tipos de arcos, desde uns com mais precisão e lentos para fazer aquele snipe de longe, outros mais rápidos mas com menos dano para usar mais de perto.

Infelizmente neste novo capitulo perdeu-se um pouco a capacidade de infiltração e tentar fazer as missões sem ser capturado passou a ser mais dificil, pois foi dado muito mais ênfase ao combate e menos ao secretismo dos assassinos de trabalharem nas sombras.

Agora o nosso protagonista vai subindo de nível para ficar mais forte e poder usar armas e armaduras melhores. Estas estão agora categorizadas por nível e raridade que quanto maior forem mais poderosas são. Temos claro uma skill tree para desbloquear onde temos de optar que tipo de jogador somos pois mesmo quando terminares o jogo não terás todas as opções desbloqueadas. Para melhorar o nosso ataque e vida temos de craftar peças de armadura com materiais que recolhemos pelo mundo e a sua fauna.

Existem várias actividades para ocupar o teu tempo mesmo depois de terminares o jogo como corridas de charretes ou lutas de gladiadores onde tens de enfrentar várias ondas de inimigos numa arena com armadilhas e no fim derrotar um boss com muita vida e diferente de qualquer outro inimigo no jogo. Items para craftar, mauzões para caçar, elefantes de guerra para enfrentar e mistérios sobre a primeira civilização para desvendar são mais algumas das actividades que podes fazer, mas há ainda mais. É um jogo que tem bastante conteúdo mesmo  depois de completares a campanha.

Assassin’s Creed: Origins é um bom primeiro passo para renovar o franchise e o levar numa nova direcção. A missão de Bayek é cativante, o seu mundo é lindo, grande e variado com imensas actividades para te entreteres durante e após a campanha. Apesar de não serem prejudiciais para a jogabilidade há quebras de frames nas zonas mais povoadas, algumas missões podem acabar por se tornar repetitivas, especialmente porque na grande maioria alguém fica aleijado e tens de levar uma pessoa às costas, e há alguns problemas com o som que tem de ser o utilizador a optimizar. O combate foi renovado para permitir mais liberdade, fluidez e estratégia onde podemos utilizar vários tipos de armas dependendo do nosso estilo de jogo. Origins Pode ter perdido um pouco o DNA dos Assassin’s anteriores, mas melhorou bastante a sua formula. Nota 8/10

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Autor: Simao Cristo

Sou o fundador deste estabelecimento, Olá. Comecei esta vida de gamer desde gaiato e fui aos poucos adquirindo outros gostos como cinema, comics, animes, mangás, séries de TV.

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