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NI NO KUNI II: REVENANT KINGDOM | REVIEW

NI NO KUNI II: REVENANT KINGDOM | REVIEW

Be First!

Numa combinação de sonhos membros do Estúdio Ghibli e da Level 5 voltaram-se a juntaram para criar o Ni No Kuni II: Revenant Kingdom que surpreende com os seus gráficos, música e história. Para quem nunca jogou o primeiro título, não se preocupem, pois, esta é uma história completamente nova com um novo grupo de personagens, podem jogar que não vão perder quase nada sem ser alguns easter eggs.

Evan, o nosso protagonista em Ni No Kuni II, é o príncipe de Ding Dong Bell e está quase a ser rei, mas Mausinger, o rato mau planeou uma destronou e tentou matá-lo para se tornar ele o rei. Evan não gostou daquilo e com a ajuda de Roland, um senhor misterioso que apareceu por magia no seu quarto, decidiu criar um novo reino onde todas as raças são bem-vindas e felizes. A história conta com vários momentos emocionantes e o elenco é carismático e motivado em completar a sua missão. Assim temos uma aventura fantástica que nos leva a viajar por um mundo mágico e encantador. O grande vilão parece não ser muito importante quando aparece pela primeira vez, mas com o passar da história começa a ganhar mais relevância. Tanto a sua história como a do fim do jogo são lindas.

Ni No Kuni II é um dos jogos com melhor uso do celshading (nome dos gráficos que parecem desenhos animados), a sua apresentação é excelente desde design dos personagens e monstros, ao mundo mágico e criativo que parece ter saído de um filme da Ghibli, estética que traz do primeiro jogo. O jogo está cheio de pequenos detalhes que fazem a diferença, como o brilho nos olhos de Evan quando ele fica emocionado ou movimento da capa quando ele corre.

Para complementar a história fantástica e a sua apresentação Ni No Kuni II conta com as vozes originais em japonês e em inglês. Como apreciador de versões originais passamos o jogo em Japonês o que ajudou ainda mais a ficar imerso na história, mas a versão inglesa também é bastante competente no seu trabalho. A Banda sonora é assombrosa com vários temas que te vão ficar na cabeça depois de desligares o jogo. Infelizmente há conversas em que tudo fica mudo, sem música ou vozes, só os efeitos sonoros, o que torna o diálogo muito estranho, o mesmo acontece em algumas dungeons onde não há música enquanto exploramos, apenas o som dos nossos passos e quando entramos em combate explode a impressionante música de lutas.

O sistema de luta é simples, rápido e cheio de brilhos, as lutas podem ser um pouco fáceis, mas são muito divertidas. Para quem quiser perder algum tempo nos menus temos o battle tweaker que nos permite melhor preparar para as áreas em que nos encontramos ou contra algum boss mais difícil. O jogo está bem espaçado, pois não senti a necessidade de andar grindar para ultrapassar um boss que parecia impossível de matar, esta não é uma característica muito usual num JRPG, mas é extremamente satisfatório sentir que estamos sempre no nível certo. Ao combate juntam-se também umas pequenas criaturas muito fofinhas chamadas higledis que têm vários elementos e ajudam de várias formas, atacando, curando ou melhorando os teus ataques.

Para navegar no mapa de Ni No Kuni II entramos num modo chibi com os monstros e sítios para visitar a se destacarem, adoro este modo de viagem pelo mundo pois faz-me lembrar os RPG’s antigos como o Final Fantasy IX (O melhor de todos). Começamos apenas por viajar a pé, mas com o decorrer da história ganhamos outros meios de viagem como o barco para navegar para navegar nos mares ou uma nave para voar e descobrir sítios que eram impossíveis de ir.

Existem várias atividades secundárias como o desenvolver do nosso reino, onde temos de construir instalações que depois podemos evoluir, atribuir pessoas para lá trabalhar e fazer pesquisas, por exemplo no blacksmith podemos craftar e melhorar armas para os nossos heróis. No teu reino podes melhorar a tua equipa, encontrar quests e algumas facilidades para o jogo. Evoluir o teu reino não é obrigatório, mas há algumas missões da campanha que te vão pedir uns certos edifícios para progredir. Para evoluir o teu reino tens de ganhar um tipo de dinheiro especial que vais adquirindo com algumas missões, ou com o passar do tempo, o que poderia ser muito maçador, felizmente há imensas missões secundárias para fazeres enquanto esperas pelo teu ouro.

ni no kuni II

Há também algumas sidequests globais como matar monstros mais fortes que o normal, dungeons secretas ou guerras entre exércitos. Estas guerras são feitas com as versões chibi e tropas que recrutamos em missões, temos de as controlar para vencer o exército inimigo, mas não é preciso grandes estratégias para ganhar se tiveres o nível adequado. Há alguns poderes especiais e unidades que são mais efetivas contra outras tipo pedra-papel-tesoura. Estas são missões que quebram a rotina e a fluidez do jogo, apesar de fazer sentido no enredo o reino ter o seu exército e lutar para se defender, esta seria uma das coisas que mudaria pois tornam-se muito aborrecidas demasiado depressa.

As sidequests apesar de a maioria não ter muito conteúdo, vai ali e mata aquele monstro ou traz-me este item, todas elas dão uma sensação de importantes, pois estas a ajudar alguém que precisa de ti e que depois te vai ajudar a ti e ao teu reino de Evermore, a maioria delas até tem uma história que se desenvolve com mais quests. Com este simples conceito de entre ajuda dá mais importância às missões e aos personagens que depois poderão voltar a pedir a tua ajuda solidificando essa mesma relação. A maior parte das missões dão algo de relevante para o teu progresso e com o fast travel rápido não perdes muito tempo a viajar.

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Ni No Kuni II: Revenant Kingdom é um clássico moderno. É uma pena este não ter qualquer tipo de apoio em português, nem de voz nem em escrito, pois é um excelente jogo para toda a família. Com uma história fantástica, uma apresentação excelente, uma banda sonora incrível é difícil não recomendar este título. Apesar do combate divertido contra monstros, as guerras são bastante aborrecidas. Há momentos em que não há nenhum tipo de som durante o jogo o que se torna um bocado estranho. Quando concluíres a campanha principal ainda vais ter muito para fazer e descobrir. 9/10 Recomendado

Autor: Simao Cristo

Sou o fundador deste estabelecimento, Olá. Comecei esta vida de gamer desde gaiato e fui aos poucos adquirindo outros gostos como cinema, comics, animes, mangás, séries de TV.

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